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Diálogos Insanos
Papo do meu diretor com o estafeta...
Diretor: - Vc sabe aonde vende carne boa para bife?
Estafeta - (murmuros do estafeta assimilando a pergunta)
D: - Precisa se carne de primeira, sem gordura, sem osso? Vc sabe onde vende?
E: - (mais murmuros do estafeta assimilando a pergunta)
- será que o Fábio (o estafeta) entende o conceito de carne de primeira?
- será que existe carne de primeira aqui???
Diretor: - Vc sabe aonde vende carne boa para bife?
Estafeta - (murmuros do estafeta assimilando a pergunta)
D: - Precisa se carne de primeira, sem gordura, sem osso? Vc sabe onde vende?
E: - (mais murmuros do estafeta assimilando a pergunta)
Perguntas que não querem calar...
- será que existe carne de primeira aqui???
A Tia do banheiro
O que vou dizer é nojento, mas preciso desabafar!!
Todo o dia a Tia do banheiro (leia-se: a senhora que cuida da limpeza do escritório) arrota... arrota alto e sem cerimônia. Dizem que num desses países de olhos puxados arrotar é parte da educação, mas estamos aqui e não lá!!!
Todo o dia quando a Tia do banheiro arrota tenho vontade de gritar bem alto "AI QUE NOJO!!!" mas tenho medo de magoá-la... então guardo o grito que fica ecoando no meu cérebro junto com o maldito barulho do arroto!
QUE NOJO!!!
Back to life, back to reality
Para a maioria das pessoas, voltar de férias não é fácil, é abrir mão de uma vida mansa, cheia de novidades e diversão e encarar o trabalho acumulado, a rotina e toda a gama de problema que já conhecemos do dia -a-dia.
Para mim férias são um prémio que me dou pelo trabalho bem feito. Podendo, invisto mesmo na viagem, um dos meus maiores prazeres... sinto-me "alimentada" conhecendo novos lugares, novas pessoas e tendo novas experiências. O problema é que quanto mais legal a viagem, mais difícil a volta é encarar o retorno...
Desta vez não fomos muito longe, visitamos 4 países próximos (África do Sul, Botswana, Zâmbia e Zimbábwe), mas ainda assim, a perspectiva da volta a realidade fez com que mesmo antes do avião decolar em retorno, já surgissem as preocupações que não teria em outro lugar no mundo... Será que terei água? Será que terei luz?
E ai você desembarca e a realidade se estampa antes mesmo que consiga deixar o aeroporto. O plano de pegar um táxi com a companhia que faz ponto no aeroporto cai por terra, afinal é domingo de Páscoa e a meia dúzia de taxistas que eventualmente trabalha por lá simplesmente resolveu não aparecer, como o telefone da central de taxi foi desligado, resta-nos apenas contar com a gentileza de conhecidos que desembarcam no mesmo voo, afinal todos sabemos que aqui é assim, hoje sou eu a pedir carona, mas amanhã pode ser ele... Aperta daqui e de lá e todos cabemos no carro.
Com a mala pesada no ombro resolvi não encarar a fiscalização do tanque de água e enfrentar a realidade quando chegasse ao apartamento. Gata escaldada que sou, lavei o cabelo na véspera, já com base na teoria do "Vai que..."... Vai que eu chego e não tem água...!? Melhor não arriscar e lavar sempre que houver a possibilidade.
Subi as escadas e fiz o teste da torneira... Havia água!!!
Com o calor que fazia, tudo o que eu queria era um banho (de caneca... já que o chuveiro quebrou 1 semana antes de viajar e desde então ninguém se habilitou a consertar, nem me incomodo pois do ponto de vista ecológico, é até melhor)... mas alguma coisa me dizia que a água não ia durar... Acho mesmo que Deus é que não quis que eu deixasse a bola cair tão rápido e colocou aquele tantinho de água para eu me refrescar... Pois não deu outra... Banho tomado, rosto lavado e a água acabou!
Sim eu estava de volta a Angola!!!!
Claro que a falta d'água não foi o único detalhe peculiar da minha volta, a realidade...
- é sempre um prazer descobrir que a empregada se desfez de sua esponja de massagem simplesmente porque você resolveu sair de férias por 1 semana e ela "resolveu pensar" e "concluir" que você não ia mais querer usar a esponja quando voltasse...
- é uma delícia parar o carro a 1 quadra de distância e carregar a mala por toda essa extensão para não ser atormentado por policiais de trânsito que fazem ponto na porta do prédio e que mesmo não havendo motivo inventarão algo para encher o saco.
- e o que pode ser mais animador do que chegar ao escritório e descobrir que nada, absolutamente NADA, foi feito enquanto estive fora, mesmo tendo deixado todas as diretrizes para que os trabalhos fossem concluídos?
Enfim... voltei!!
Por sorte não faltou luz!!!!
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